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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Adopção igual para todos

Hoje, dia 20 de Novembro de 2015, é um dia histórico na legislatura portuguesa: Casais do mesmo sexo podem adoptar, após aprovação da Assembleia.
No Dia Mundial da criança, decidido pela UNICEF como o dia de hoje, é bom saber que o interesse superior da criança e a protecção que elas merecem, no sentido de terem uma família que lhes dê amor e segurança independentemente da sexualidade dos pais, prevaleceu. Em termos sociais, se a sociedade está pronta para compreender tais famílias é outra questão, que espero que seja resolvida com o tempo e o hábito.

No entanto, e peço à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) que não façam disto uma espécie de vitória pelos direitos da sua comunidade, quando o que se pretende mostrar é que os interesses e os direitos das crianças estão salvaguardados. Hoje, houve uma vitória das crianças que precisam de uma família e não da comunidade gay.
E ainda mais, não usem os direitos das crianças numa guerra de desaforos entre direita e esquerda política deste país.

Vivam as crianças que têm mais pessoas disponíveis para lhes dar o amor e segurança de uma família.



Créditos: Imagem retirada da internet.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Violência contra as Mulheres

Dia 25 de Novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher e todos os anos por volta dessa data vêem-se as mais variadas campanhas e manifestações nesse sentido à volta do globo.
A violência contra as Mulheres pode ser 'vestida' de diversas maneiras, segundo a Kering Foundation: "violência sexual"quando parte das mais variadas pessoas (parceiro ou não) e assume a forma de violação, incesto, tráfico, exploração sexual ou outro tipo de abuso sexual; "práticas culturais nocivas" como os casamentos precoces, a mutilação genital feminina e os chamados 'crimes de honra', entre outros, são praticados tanto por familiares como pela comunidade em que estão inseridas; e "violência doméstica" quando actos de cariz sexual, psicológico ou físico são praticados contra mulheres pelo seu actual ou ex parceiro.

Entre as campanhas de solidariedade, encontra-se Stella Mccartney que mais uma vez se juntou à Kering Foundation para lançar o #WhiteRibbon, um broche de sensibilização, que será distribuido pelas boutiques da Kering que envolvem a Gucci, Balenciaga e Alexander McQueen em 41 países. Em Espanha, após confirmação da morte de 41 mulheres pelas mãos dos seus maridos ou ex-maridos, este sábado, dezenas de milhares de pessoas juntaram-se em Madrid para prestar apoio a todas as vítimas atuais.
Por aqui,em Portugal, ao que parece os número estão a seguir o caminho dos espanhóis, com 40 mulheres portuguesas mortas pelos maridos ou familiares próximos, conduzindo a 122 crianças órfãs.


Acho necessária a consciência dos números que mostram esta realidade. Acho necessário o entendimento que "uma em cada três mulheres em todo o mundo já foram violentadas ou assediadas ao longo das suas vidas" (Stella Mccartney). Acho necessário que quando passam pelos hashtags #VAW ou #BeHerVoice as pessoas percebam que existe por detrás daquele símbolo (#) o sofrimento de muitas pessoas atualmente.

domingo, 8 de novembro de 2015

I'm sorry...? WHAT?


Com uma amostra de 345 mulheres chega-se a esta conclusão. E ponto final. Está dito, está dito.

Nem sei como começar a comentar o estudo. Ora bem, primeiro é estranho dar rótulos à sexualidade de uma pessoa. Depois, o número da amostra é simplesmente ridículo para a conclusão mundial da coisa. E, bem o estudo confunde-me... não no sentido sexual da situação, mas no sentido de as mulheres não serem 100% heterossexuais porque olharam para corpos nus de mulheres e "ai Jesus que gostaram!". Acho que quem conduziu o estudo precisa de ir urgentemente a um ginásio e ver como os Homens heterossexuais (ou espera se calhar e tendo em conta isto, não o são) olham uns para os outros enquanto levantam pesos (e estão com um ar extremamente interessado no corpo do outro a pensar"Aquele gajo levanta muito mais peso que eu! Cabrão!" ou "Mas porque raio o meu músculo não está como o daquele gajo... olha lá pa'aquilo!"), para perceber que olhar com interesse para um corpo de um espécime do mesmo sexo não faz de nós, homossexuais ou até bissexuais. 
Mas eu gosto especialmente da "sexualidade das mulheres não é visualmente identificável - 'A forma como as mulheres aparecem em público não indica absolutamente nada sobre as suas preferências sexuais'", porque lésbica que é lésbica tem de andar vestida há 'camiona' (feminino de camionista, para perceberem a cena) e heterossexual que é heterossexual tem de andar de mini saia, salto alto e decote até ao umbigo.
O outro estudo referido no artigo da Visão (que sem culpa nenhuma apresentou apenas o estudo) da Universidade de Notre Dame, no Indiana, também me deixa impressionada pelo facto de beijares uma amiga numa festa e já seres bissexual ou homossexual. Bem, se calhar o rótulo que eu pensei ter de "Heterossexual" assim de repente pendeu um bocadinho para o outro lado (ou será mesmo lado) e eu não me apercebi.
A sociedade será melhor quando deixarem de colocar rótulos nos seus constituintes.