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terça-feira, 17 de novembro de 2015

O novo Facebook

Sempre quiseste dizer que estavas "Triste" por causa de uma publicação do facebook? Ou que esta te deixa "Chateada/o"? Provoca-te "riso"? Que o que acabaste de ver é "wow" ou "yay"? Ou simplesmente que provocou "amor"? Agora já podes! Teoricamente, sempre pudeste... pelos comentários. Mas agora tens um botãozinho como o nosso amigo e tantas vezes usado "Gosto" (às vezes para concluir uma conversa - ups - ou até mesmo para evitar situações mais embaraçosas). 

Mas esperem... porque se não estão em Portugal, Irlanda, Espanha, Chile ou Filipinas, ainda não têm acesso aos botõezinhos a que eles chamam "Reactions".
Espero que todos comecem a espalhar "Amor" por aí fora em vez de "Tristeza". 


Créditos: imagem retirada da internet. Não tenho quaisquer direitos sobre as mesmas.

sábado, 14 de novembro de 2015

#PrayforParis

Porquê? Essa é a questão. Porquê ė que a humanidade comete actos tão hediondos que metem em causa a própria palavra 'humanidade'?
Hoje escrevo-vos com um grande pesar no coração. Mais uma vez, o Homem mostra que realmente é o animal mais perigoso ao cimo da Terra. Ao menos os animais podem 'dizer' que o instinto toma conta da sua mente, os terroristas apenas agem por convicções, crenças e nem sei mais o quê... Por mais que me esforce não consigo perceber o porquê. O que leva alguém a tal acto? O que leva alguém a inflingir a outros tal dor e sofrimento? E matar só para chamar a atenção. É disso que se trata? Chamar à atenção? Dizer: Pronto! Agora repararam em mim. Todo o mundo reparou em mim. Já podem todos ficar com medo de mim agora.
Ė isso que querem mostrar?
A humanidade é uma só. Façam o favor de não a quebrar em pedacinhos
e de nos fazer acreditar que na realidade estamos separados individualmente porque viver com a ilusão que estamos sós no mundo deve ser algo imensamente doloroso.


Créditos: Fotos retiradas da internet. Não detenho quaisquer direitos sobre as mesmas. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Conquista no Feminino #1

Bom dia!
Espero que tenham tido um São Martinho, onde o cheiro da castanha assada tenha sido a maior lembrança do vosso dia. Aqui por casa ainda o é porque aconteceu um acidente pequenino (mea culpa) e deixei estorricar a primeira fornada de castanhas. Foi de tal forma que hoje de amanhã toda a casa cheira a castanhas... queimadas.
Mas este post é sobre algo muito mais importante do que a minha aselhice.



Este post é sobre a Primeira professora com Síndrome de Down do Brasil. Mas mais! A Primeira professora com Síndrome de Down recebeu o prémio Darcy Ribeiro de Educaçao 2015, que é entregue anualmente no Brasil, a três figuras importantes da área da educação. Débora Seabra tem 34 anos e apoia a inclusão de pessoas com Trissomia 21 no ensino regular para que, tal como ela, tenham acesso a oportunidades que ela enquanto aluna nestas escolas teve.
Débora para além da sua ocupação como professora, lançou o livro "Débora conta História" de apoio à diferença e faz palestras em diversos países - Portugal incluído - para acabar com o preconceito.

Esta, meus amigos, é a primeira história que escolhi para enquadrar a nova rubrica aqui do blog "Conquista no Feminino", não apenas porque a Débora tem Síndrome de Down, mas porque o tema é-me particularmente querido. A minha mãe tem uma irmã com Trissomia 21 e embora o mais correto fosse dizer: "eu tenho uma tia com Trissomia 21", a verdade é que ela é chamada pelos sobrinhos todos (e somos imensos!) apenas por Dulce. Não sei o porquê, não sei se é hábito de todos, se é porque ela quando éramos pequenos dizia que era a Dulce. Sei que todos gostam dela (às vezes de uma maneira para mim difícil de compreender) e que ela é a NOSSA Dulce.
A Dulce, contrariamente à Débora e devido a várias razões, não tem qualquer instrução. Não sabe ler nem sabe escrever. Andou numa escolinha para aprender "a cuidar da casa" e durante anos, desempenhou essa tarefa com o maior orgulho pessoal. Apega-se imenso às pessoas e devido a isso adorava cuidar dos sobrinhos pequeninos - não faço parte do rol dos sortudos, mas dei os meus primeiros passos porque no Natal quando nos visitou, começou a chamar por mim e eu larguei a bancada e fui ter com ela. Não há pessoa na minha enorme família que não tenha uma destas histórias para contar acerca da Dulce. Mas ela, ao contrário da Débora, sempre foi considerada como alguém que precisa de um responsável. Sempre precisou de alguém a quem chamar tutor ou simplesmente saber que a mãe estava sempre lá para ela. Muitas vezes, ela disse que ia casar como as irmãs todas, mas hoje sabemos que ela sem a mãe iria sofrer imenso.

Cada vez que vejo histórias de portadores de Síndrome de Down que venceram em alguma coisa na vida tenho orgulho. Não que não tenha orgulho por a minha Dulce não fazer parte do rol de medalhados e premiados e homenageados, mas porque tenho noção de algumas dificuldades porque eles passam e sei que muitas vezes são olhados por desconhecidos como pessoas que devem manter-se afastadas da população dita "normal" quando o que deviam perceber é que os "anormais" são aqueles que pensam assim. Acho bem terem os seus direitos resguardados na sociedade, mas acho que todos os cidadãos deste mundo devem ter sempre os seus direitos resguardados na sociedade.

Para os interessados, consultem os sites da Associação de Portadores de Trissomia 21 que têm todo um rol de actividades de apoio e até a nível de saúde vos direcciona para médicos que lidam frequentemente com os portadores de Síndrome de Down; e o site dos Pais e Amigos 21, do qual confesso não tenho nenhum conhecimento para além do site em si. Carreguem nas imagens para serem direccionados para os sites.



Créditos: Fotos retiradas da internet.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Desfile Victoria Secret

Bem vindos ao Paraíso masculino!
Esta é a frase em que mais penso quando me falam do desfile da Victoria Secret. Mulheres (bem feitinhas vá!) a desfilar em lingerie linda de morrer (vamos esquecer o quanto ela é cara vá!) e com um ar de felicidade constante que contagia todo o ser humano que olha para elas. Afinal, elas foram escolhidas entre as melhores modelos do mundo para representarem aquela marca e ficarem conhecidas como os "Anjos da Victoria Secret". Dá mesmo aquele ar de "hello! Nós somos tão boas naquilo que fazemos que estamos uns patamares acima. Concluindo? Inveja! Inveja! Inveja! É aquela 'coisa' que se apodera da minha mente quando penso mais profundamente sobre o assunto.



Ontem, e para festejar os 20 anos do Victoria Secret Show, desfilaram em Nova Iorque quarenta e quatro modelos de renome, ao som de Ellie Goulding (a substituta de Rihanna), Selena Gomez e The Weeknd. Surgiram algumas carinhas larocas novas (vamos fingir que é só a cara que é laroca!): Kendall Jenner (sim, sim a irmã da Kim Kardashian) e Gigi Hadid, e outras já habituais (parece uma palavra tão mundana para tamanho 'anjo'): Adriana Lima, Candice Swanepoel, Lily Aldridge, Alessandra Ambrósio e a nossa Sara Sampaio (entre outras, claro - já disse acima que foram quarenta e quatro modelos).




Séries #2

Portanto... vi uma notícia agora que me deixou tontinha. Como raio não fui eu reparar nisso? Não, a sério? What?.

Começando do inicio, Blindspot é uma série que estreou este ano a 21 de Setembro. Do que se trata? Uma rapariga aparece toda tatuada e sem memória no meio da rua. Como tem o nome de um agente do FBI tatuado nas costas, é direcionada para o FBI. Este, descobre que as tatuagens foram todas feitas na mesma altura e correspondem a pistas para crimes que terão de resolver ao longo dos episódios.


Até aqui tudo muito bem. É uma série. Eu gosto dela (bem reticente no início, mas agora gosto) e agora, vejo esta notícia : "Eu estava aqui o tempo todo, só que você não viu"(pode conter spoilers). E bam! O quê? A sério que eles escreveram os nomes dos episódios em forma de anagrama e nos dão dicas da história toda quando os organizamos?! Isso é tãooo... tão... fixe!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Uma nova ela

E o mundo das mulheres... o do género feminino vá, ganhou uma nova ela. O mais famoso ursinho viciado em mel do mundo, é afinal uma ursinha! Pois é, o Winnie the Pooh é A Winnie the Pooh.

Lindsay Mattick, bisneta do tenente/veterinário Harry Colebourn, diz no seu livro "Finding Winnie" que o seu bisavô comprou um urso preto do género feminino para o filho, mas quando se mudou para França deixou o urso aos cuidados do Jardim Zoológico de Londres. Foi assim que A.A.Milne, criador das histórias do Winnie the Pooh, se inspirou, pois o seu filho Christopher Robin (o melhor amigo da personagem) visitava constantemente Winnie no Zoo.
Para além disso, Lindasy Mattick revela que o nome de Winnie foi inspirado na cidade de Winnipeg, no Canadá.

O que eu acho estranho é só termos percebido agora: nenhum homem que se preze tem tantos desejos por um alimento como aquele urso. Só podia ser gaja! 

Este post foi escrito após visualização de artigo no site do SapoMagazzine. Não detenho quaisquer direitos pela imagem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Violência contra as Mulheres

Dia 25 de Novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher e todos os anos por volta dessa data vêem-se as mais variadas campanhas e manifestações nesse sentido à volta do globo.
A violência contra as Mulheres pode ser 'vestida' de diversas maneiras, segundo a Kering Foundation: "violência sexual"quando parte das mais variadas pessoas (parceiro ou não) e assume a forma de violação, incesto, tráfico, exploração sexual ou outro tipo de abuso sexual; "práticas culturais nocivas" como os casamentos precoces, a mutilação genital feminina e os chamados 'crimes de honra', entre outros, são praticados tanto por familiares como pela comunidade em que estão inseridas; e "violência doméstica" quando actos de cariz sexual, psicológico ou físico são praticados contra mulheres pelo seu actual ou ex parceiro.

Entre as campanhas de solidariedade, encontra-se Stella Mccartney que mais uma vez se juntou à Kering Foundation para lançar o #WhiteRibbon, um broche de sensibilização, que será distribuido pelas boutiques da Kering que envolvem a Gucci, Balenciaga e Alexander McQueen em 41 países. Em Espanha, após confirmação da morte de 41 mulheres pelas mãos dos seus maridos ou ex-maridos, este sábado, dezenas de milhares de pessoas juntaram-se em Madrid para prestar apoio a todas as vítimas atuais.
Por aqui,em Portugal, ao que parece os número estão a seguir o caminho dos espanhóis, com 40 mulheres portuguesas mortas pelos maridos ou familiares próximos, conduzindo a 122 crianças órfãs.


Acho necessária a consciência dos números que mostram esta realidade. Acho necessário o entendimento que "uma em cada três mulheres em todo o mundo já foram violentadas ou assediadas ao longo das suas vidas" (Stella Mccartney). Acho necessário que quando passam pelos hashtags #VAW ou #BeHerVoice as pessoas percebam que existe por detrás daquele símbolo (#) o sofrimento de muitas pessoas atualmente.

domingo, 8 de novembro de 2015

I'm sorry...? WHAT?


Com uma amostra de 345 mulheres chega-se a esta conclusão. E ponto final. Está dito, está dito.

Nem sei como começar a comentar o estudo. Ora bem, primeiro é estranho dar rótulos à sexualidade de uma pessoa. Depois, o número da amostra é simplesmente ridículo para a conclusão mundial da coisa. E, bem o estudo confunde-me... não no sentido sexual da situação, mas no sentido de as mulheres não serem 100% heterossexuais porque olharam para corpos nus de mulheres e "ai Jesus que gostaram!". Acho que quem conduziu o estudo precisa de ir urgentemente a um ginásio e ver como os Homens heterossexuais (ou espera se calhar e tendo em conta isto, não o são) olham uns para os outros enquanto levantam pesos (e estão com um ar extremamente interessado no corpo do outro a pensar"Aquele gajo levanta muito mais peso que eu! Cabrão!" ou "Mas porque raio o meu músculo não está como o daquele gajo... olha lá pa'aquilo!"), para perceber que olhar com interesse para um corpo de um espécime do mesmo sexo não faz de nós, homossexuais ou até bissexuais. 
Mas eu gosto especialmente da "sexualidade das mulheres não é visualmente identificável - 'A forma como as mulheres aparecem em público não indica absolutamente nada sobre as suas preferências sexuais'", porque lésbica que é lésbica tem de andar vestida há 'camiona' (feminino de camionista, para perceberem a cena) e heterossexual que é heterossexual tem de andar de mini saia, salto alto e decote até ao umbigo.
O outro estudo referido no artigo da Visão (que sem culpa nenhuma apresentou apenas o estudo) da Universidade de Notre Dame, no Indiana, também me deixa impressionada pelo facto de beijares uma amiga numa festa e já seres bissexual ou homossexual. Bem, se calhar o rótulo que eu pensei ter de "Heterossexual" assim de repente pendeu um bocadinho para o outro lado (ou será mesmo lado) e eu não me apercebi.
A sociedade será melhor quando deixarem de colocar rótulos nos seus constituintes.