Nós mulheres adoramos fazer filmes.
Adoramos.
Não vale a pena dizerem para não fazermos filmes. Está lá na nossa cabeça, de forma constante e às vezes odiamos que esteja, mas a verdade é que está. Ponto!
Os homens falam uma coisa, nós pensamos logo que se calhar este outro sentido para o que eles acabaram de dizer. Mesmo que o que tenham dito seja simples e direto, nós até podemos aceitar o que foi dito como algo simples no inicio, mas depois o nosso querido cérebro vai e pensa... e como ele pensa... e pensa 'se calhar ele queria dizer isto...' e aí, bem aí, todo um filme começa: 'Ele de certeza que quis dizer isto. Eu devo ter percebido mal. Mas não faz sentido. Porque raio haveria de dizer isto? Se calhar ele quer isto e não é capaz de dizer, então diz isto'.
Se os homens não dizem nada. Aí (pelo menos para mim) é bem pior. 'O que raio é que lhe deu? Mas eu fiz alguma coisa? Pronto, ele disse que ia responder e se não respondeu é porque me mentiu. Ou se cansou. God! Ele acha-me desinteressante e sou aborrecida'.
Somos assim e pronto!
Se às vezes é uma canseira? Definitely!
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sexta-feira, 22 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
Como Proceder? #1
Quando o teu crush se lembra da mínima coisa que fizeste há 5 anos atrás mas não se lembra do que falaram durante dias há uns meses atrás.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Copo Menstrual
Hoje venho falar de menstruação... O 'bicho papão' da vida de todas as mulheres, o bichinho incomodo que existe para meter a vida das mulheres em parafuso, enfim...o bicho... ok! já entenderam a ideia: eu não sou fã do 'amiguinho' período.
Tudo o que roda em volta do mesmo deixa-me em ponto de rebuçado. É a semana da TPM em que devoro todos os chocolates, batatas fritas, gomas, etc que me apareçam a frente, é as cólicas que tenho que me deixam deitada na cama com saquinhos de água quente, é as enxaquecas que aparecem na semana antes e durante, é toda a logística de achar tudo extremamente pouco higiénico, é o andar com as idas ao wc cronometradas...enfim. Passo o tempo todo a desejar ter nascido homem e com uma neura que alguém fala "olá" e eu digo "mas ainda não te calaste?!".
Fiquei menstruada pela primeira vez aos 11 anos, o que tendo em conta, foi cedíssimo. Pleno Agosto, dia antes das tão esperadas férias na piscina da terra da minha mãe. Disse à minha mãe e ela com todo o cuidado pôs-se a falar de pensos e como os usar. Lembro-me de fazer cara de 'então e a minha piscinazinha, hã?' e da irmã mais velha chegar ao pé de nós e dizer 'isto é um tampão.Usa-se assim e assim...' e novamente a minha cara de 'sim! sim! Então e a piscina hã?' e num passe de mágica ouvir um 'podes ir à piscina com tampões'. Riiiing... riiing... riiing!
Não me lembro de ter qualquer tipo de problema com a adaptação aos tampões, talvez porque a ânsia de ir à piscina fosse maior do que o drama de 'mas isto enfia-se lá dentro?! Bleck!'.
Hoje, volvidos quinze anos (God! Já foi à imenso tempo) a ideia de usar pensos é de todo impensável e os tampões continuam a ser os companheiros dos dias de neura.
Até que...
... no meio de tanta infeção urinária que eu tenho tendência a adquirir e no meio do dinheirão que vejo desaparecer do meu bolso para comprar tampões, me falam de copos menstruais.
Pronto! Falam de coisas que não conheço e tenho de saber tudo sobre elas. Após pesquisa sei que se trata de um copinho de silicone(há marcas que não são de silicone) que se insere na vagina e que recolhe (não absorve como o tampão faz) todo o período de forma interna, sem deixar escapar nada para fora através do vácuo que o copo faz nas paredes vaginais. Ao fim de 12 horas recolhe-se o copo (puxando e apertando o fundo para 'terminar' com o vácuo), deita-se fora o conteúdo, lava-se com água e sabão e está pronto a inserir por mais 12 horas seguidas.
Ora, o primeiro pensamento foi que 12 horas de recolha teria de ser uma coisa enorme porque a sensação que se tem é que a quantidade é enorme, mas aparentemente e após o ter nas mãos confirmei que é pequeníssimo.
Por falar em tamanhos... cada mulher tem um tamanho diferente tendo em conta a actividade física, a actividade sexual e o número de filhos, mas isso encontram facilmente na embalagem dos mesmos qual o mais adequado.
O copo menstrual quando bem manuseado (após os dias do período mensal deve-se esterilizar o mesmo em água a ferver durante 2 minutos e deixar secar ao ar livre) dura 10 anos, o que representa uma poupança maluca de dinheiro.
O meio ambiente agradece ainda mais do que a minha carteira porque nada de tampões deitados para o lixo de forma recorrente.
A saúde intima torna-se também mais assegurada porque, ao contrário dos tampões que absorvem não só período mas também alteram a composição da mucosa vaginal e dos pensos que causam infeções pois quer se queira quer não é um sítio húmido com bactérias em contacto directo com a pele, os copos menstruais são de material totalmente seguro (o meu é do material das tetinas dos biberões dos bebés) e apenas recolhem a menstrução ao invés de alterar a composição da mucosa ao absorvê-la.
Comprei o meio da marca MeLuna e custou 23€ na Wells, no Continente. Mas existem diversas marcas disponíveis no mercado. Como podem ver abaixo nas fotos, o copo não é maior do que os dedos das minhas mãos.

Tudo o que roda em volta do mesmo deixa-me em ponto de rebuçado. É a semana da TPM em que devoro todos os chocolates, batatas fritas, gomas, etc que me apareçam a frente, é as cólicas que tenho que me deixam deitada na cama com saquinhos de água quente, é as enxaquecas que aparecem na semana antes e durante, é toda a logística de achar tudo extremamente pouco higiénico, é o andar com as idas ao wc cronometradas...enfim. Passo o tempo todo a desejar ter nascido homem e com uma neura que alguém fala "olá" e eu digo "mas ainda não te calaste?!".
Fiquei menstruada pela primeira vez aos 11 anos, o que tendo em conta, foi cedíssimo. Pleno Agosto, dia antes das tão esperadas férias na piscina da terra da minha mãe. Disse à minha mãe e ela com todo o cuidado pôs-se a falar de pensos e como os usar. Lembro-me de fazer cara de 'então e a minha piscinazinha, hã?' e da irmã mais velha chegar ao pé de nós e dizer 'isto é um tampão.Usa-se assim e assim...' e novamente a minha cara de 'sim! sim! Então e a piscina hã?' e num passe de mágica ouvir um 'podes ir à piscina com tampões'. Riiiing... riiing... riiing!
Não me lembro de ter qualquer tipo de problema com a adaptação aos tampões, talvez porque a ânsia de ir à piscina fosse maior do que o drama de 'mas isto enfia-se lá dentro?! Bleck!'.
Hoje, volvidos quinze anos (God! Já foi à imenso tempo) a ideia de usar pensos é de todo impensável e os tampões continuam a ser os companheiros dos dias de neura.
Até que...
... no meio de tanta infeção urinária que eu tenho tendência a adquirir e no meio do dinheirão que vejo desaparecer do meu bolso para comprar tampões, me falam de copos menstruais.
Pronto! Falam de coisas que não conheço e tenho de saber tudo sobre elas. Após pesquisa sei que se trata de um copinho de silicone(há marcas que não são de silicone) que se insere na vagina e que recolhe (não absorve como o tampão faz) todo o período de forma interna, sem deixar escapar nada para fora através do vácuo que o copo faz nas paredes vaginais. Ao fim de 12 horas recolhe-se o copo (puxando e apertando o fundo para 'terminar' com o vácuo), deita-se fora o conteúdo, lava-se com água e sabão e está pronto a inserir por mais 12 horas seguidas.
Ora, o primeiro pensamento foi que 12 horas de recolha teria de ser uma coisa enorme porque a sensação que se tem é que a quantidade é enorme, mas aparentemente e após o ter nas mãos confirmei que é pequeníssimo.
Por falar em tamanhos... cada mulher tem um tamanho diferente tendo em conta a actividade física, a actividade sexual e o número de filhos, mas isso encontram facilmente na embalagem dos mesmos qual o mais adequado.
O copo menstrual quando bem manuseado (após os dias do período mensal deve-se esterilizar o mesmo em água a ferver durante 2 minutos e deixar secar ao ar livre) dura 10 anos, o que representa uma poupança maluca de dinheiro.
O meio ambiente agradece ainda mais do que a minha carteira porque nada de tampões deitados para o lixo de forma recorrente.
A saúde intima torna-se também mais assegurada porque, ao contrário dos tampões que absorvem não só período mas também alteram a composição da mucosa vaginal e dos pensos que causam infeções pois quer se queira quer não é um sítio húmido com bactérias em contacto directo com a pele, os copos menstruais são de material totalmente seguro (o meu é do material das tetinas dos biberões dos bebés) e apenas recolhem a menstrução ao invés de alterar a composição da mucosa ao absorvê-la.
Comprei o meio da marca MeLuna e custou 23€ na Wells, no Continente. Mas existem diversas marcas disponíveis no mercado. Como podem ver abaixo nas fotos, o copo não é maior do que os dedos das minhas mãos.
| É assim que se insere |
| Pega redonda é uma das opções |
| Pequenino |
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
As Sufragistas
Domingo foi tarde de filmes com a minha irmã.
Filme escolhido? "As Sufragistas".
O movimento pelo sufrágio feminino começou de modo pacífico com pedidos por escrito aos diversos órgãos legislativos de cada um dos países, para estenderem o direito ao voto também às mulheres. Depois de várias recusas, começaram a haver movimentos por homens e mulheres defensores desse direito que se começaram a chamar sufragistas.
É neste cenário que se encaixa o filme "As sufragistas". Inglaterra, 1912 (após a aprovação do direito ao voto na Nova Zelândia, o primeiro país a 'dar' o voto às mulheres, em 1893). A história foca-se no movimento das mulheres (interpretadas pelas fantásticas Merryl Streep, Helena Bonham Carter, Anne-Marie Duff) mas acompanhamos com mais pormenor a vida de Maud Watts.
O mais interessante no filme é que Maud Watts (interpretada por Carey Mulligan) começa o filme conformada com a vida que leva com o seu marido e filho e sem qualquer interesse no direito ao voto, porque simplesmente vivia sem pensar nas implicações da extensão dos seus direitos na sua vida. Vivia na 'bolha' imposta pela sociedade e aceitava-a porque não via tal como injustiça ou algo anormal.
Quando lhe pedem para substituir uma amiga num testemunho e se vê a analisar a sua vida e a das mulheres no seu trabalho, cai-lhe a ficha. Aí percebe que efetivamente existem diferenças entre ser mulher e ser homem em termos práticos (não apenas em regras de etiqueta).
É isso que fascina. A maioria das mulheres na nossa sociedade deixa-se levar e não pensam nas implicações práticas de ter nascido mulher traz à sua vida. Ou se pensam nisso, conformam-se e dizem "e sou eu que vou mudar o mundo?". Eu acho que se deve mudar o nosso pedacinho no mundo e se cada um mudar esse pedacinho, o mundo irá mudar e se não mudar na totalidade, mudou para melhor naquele espaço, isso é garantido.
Portugal apenas viu o direito de voto ser estendido à totalidade das mulheres (com mais de 18 anos, obviamente) em 1974, pós Revolução de Abril.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Ufa! Por momentos tive sentimentos #1
E aquela nostalgia de conversas sem sentido às tantas da madrugada?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Conquista no Feminino #3
Sofia Ribeiro na sua luta contra o cancro da Mama tem representado e inspirado todas as mulheres que sofrem desta doença traiçoeira que tanta dor emocional e física provoca.
Hoje, publicou na sua página do facebook (o seu cantinho de partilha e desabafo público) um vídeo relativo à queda do seu cabelo. A emoção transmitida e os sentimentos envolventes apertam o coração, mesmo a quem não lhe é próximo, porque (e talvez de modo egoísta) nos põe a pensar na nossa própria (e na do que nos são próximos) saúde.
Obrigada, Sofia (sinto-me tão próxima que escrever aqui o seu apelido não fazia sentido).
"Passei a escova e caiu. (...) o mais importante é não nos deixar cortar por dentro, não nos deixar cortar a alma. (...) Ele a seu tempo, volta a crescer. (...) Confia." - Sofia Ribeiro, no seu facebook.
A luta será vencida e esta "Conquista no Feminino" fará completamente sentido em todas as vertentes.
Hoje, publicou na sua página do facebook (o seu cantinho de partilha e desabafo público) um vídeo relativo à queda do seu cabelo. A emoção transmitida e os sentimentos envolventes apertam o coração, mesmo a quem não lhe é próximo, porque (e talvez de modo egoísta) nos põe a pensar na nossa própria (e na do que nos são próximos) saúde.
Obrigada, Sofia (sinto-me tão próxima que escrever aqui o seu apelido não fazia sentido).
"Passei a escova e caiu. (...) o mais importante é não nos deixar cortar por dentro, não nos deixar cortar a alma. (...) Ele a seu tempo, volta a crescer. (...) Confia." - Sofia Ribeiro, no seu facebook.
A luta será vencida e esta "Conquista no Feminino" fará completamente sentido em todas as vertentes.
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Sofia Ribeiro
Vaca por vaca?
Eis que me deparo com uma notícia que me devia surpreender mas como sei bem o país em que vivo, não me espantou.
Um restaurante portuense, chamado Tascö, decidiu publicar no seu facebook uma imagem de um pedaço de vaca e dizer "Podia perfeitamente ser um pedaço da Érica Fontes.. mas é de uma outra vaca!".
Portanto, depois de se falar da "Lei do Piropo" onde os piropos tornaram-se punidos legalmente, eis que se torna normal ofender as pessoas e dizer que foi 'humor'. O que se faz para pedir desculpa, ainda por cima? Põem-se a fotografia da pessoa visada e escreve-se 'desculpa'.
Como se não bastasse chega-se à parte dos comentários e vê-se coisas como: 'isso é uma ofensa às vacas (animal)', 'ela escolheu essa vida então arque com as consequências', 'actriz porno não é prostituta... em que terra?", 'se fosse alguém a oferecer-lhe muito dinheiro para lhe chamar vaca, já não se importava', entre outras pérolas que são todo um medo de se ler.
Chamem-me sem sentido de humor. Chamem-me 'Anti-Charlie'. Chamem-me o que quiserem. Mas neste país (aliás mundo) as pessoas têm de perceber que a sua liberdade acaba quando começa a dos outros. Cabemos todos no mundo. Todos temos o nosso espaço. Não precisam de se empurrar, pisar e espezinhar para se afirmarem. Parem de usar o humor como arma de arremesso.
Um restaurante portuense, chamado Tascö, decidiu publicar no seu facebook uma imagem de um pedaço de vaca e dizer "Podia perfeitamente ser um pedaço da Érica Fontes.. mas é de uma outra vaca!".
Portanto, depois de se falar da "Lei do Piropo" onde os piropos tornaram-se punidos legalmente, eis que se torna normal ofender as pessoas e dizer que foi 'humor'. O que se faz para pedir desculpa, ainda por cima? Põem-se a fotografia da pessoa visada e escreve-se 'desculpa'.
Como se não bastasse chega-se à parte dos comentários e vê-se coisas como: 'isso é uma ofensa às vacas (animal)', 'ela escolheu essa vida então arque com as consequências', 'actriz porno não é prostituta... em que terra?", 'se fosse alguém a oferecer-lhe muito dinheiro para lhe chamar vaca, já não se importava', entre outras pérolas que são todo um medo de se ler.
Chamem-me sem sentido de humor. Chamem-me 'Anti-Charlie'. Chamem-me o que quiserem. Mas neste país (aliás mundo) as pessoas têm de perceber que a sua liberdade acaba quando começa a dos outros. Cabemos todos no mundo. Todos temos o nosso espaço. Não precisam de se empurrar, pisar e espezinhar para se afirmarem. Parem de usar o humor como arma de arremesso.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Natal #13
Agora Nós!
Não, não estou a falar do programa da RTP1. Estou a falar de nós, mulheres. Mimar as rainhas das nossas vidas pode ser uma difícil tarefa, porque para onde quer que nos viramos num shopping ou a passear na rua, sugestões de prendas (principalmente para mulheres) saltam-nos para os olhos.
Abaixo, mostro algumas sugestões de lojas que penso serem acessíveis a todos. Mimem e mimem-se.
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